
O Sindicato participou nesta terça-feira (11/08), do Dia Nacional de Luta dos Funcionários do Bradesco, com o retardamento da abertura do prédio Central e da agência Praça Willie Davids.
As unidades só iniciarão o atendimento ao público após as 12h, como forma de pressionar o banco a suspender o fechamento de agências e as demissões.
Segundo o diretor do Sindicato e coordenador da COE (Comissão de Organização dos Empregados) junto à Fetec-CUT/PR (Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná), Valdecir Cenali, a sobrecarga de trabalho está massacrando bancários e bancárias que restaram. “O banco só pensa nos lucros, sem pesar nas consequências dessa eterna reestruturação, que buscar reduzir as despesas operacionais. São muitos clientes para atender em poucas agências físicas, além disso, a cada dia aumentam mais as metas a serem atingidas. Ninguém aguenta tanta pressão”, avalia.
Valdecir afirma que há tempos a COE vem cobrando a manutenção das agências e dos empregos, mas a direção do banco age de forma contrária. De acordo com o balanço do primeiro semestre deste ano, o Bradesco fechou 2.448 postos de trabalho em 12 meses e encerrou as atividades em 324 agências em todo o país. Mesmo assim, neste período a base de clientes somou mais 300 mil novos correntistas. “É uma demanda enorme para um quadro de pessoal cada vez mais enxuto. Faltam funcionários e com isso as condições de trabalho ficam cada vez mais precárias”, aponta.

Atividade paralisou o expediente do prédio central do Bradesco em Londrina




Por Armando Duarte Jr.