Santander demite durante a Campanha Nacional é trata com descaso pedido do Comando

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Mesmo após o Comando Nacional dos Bancários pedir, na segunda rodada de negociações com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), em 7 de julho, o fim das demissões durante a Campanha Nacional 2026, Sindicatos voltaram a denunciar, nos últimos dias, novos desligamentos realizados pelo Santander em diferentes regiões do país. Entre os casos estão demissões de PcD (pessoas com deficiência).

Na reunião de 7 de julho, o Comando Nacional levou à mesa com a Fenaban a preocupação com a onda de demissões e cobrou que os bancos interrompessem os desligamentos enquanto as negociações da Campanha Nacional estivessem em andamento. Apesar da reivindicação, as entidades sindicais continuam recebendo denúncias de demissões.

Para a coordenadora da COE (Comissão de Organização dos Empregados) do Santander, Ana Marta Lima, a postura do banco demonstra falta de compromisso com o processo de negociação coletiva. “Enquanto estamos negociando emprego, condições de trabalho e direitos, o Santander continua demitindo trabalhadores. O Comando Nacional foi muito claro ao pedir a suspensão das demissões durante a Campanha. Não faz sentido o banco sentar à mesa para negociar e, ao mesmo tempo, continuar desligando trabalhadores. O Santander precisa respeitar a negociação e parar as demissões”, afirma.

Demissões de trabalhadores PcDs

Entre as denúncias recebidas pelos Sindicatos nesta semana estão casos envolvendo trabalhadores com deficiência.

Existem regras específicas para empresas com 100 ou mais empregados, que devem cumprir a cota legal de contratação de pessoas com deficiência e de beneficiários reabilitados. O artigo 93 da Lei nº 8.213/91 estabelece que empresas com 100 ou mais empregados devem reservar de 2% a 5% de seus cargos para beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência, conforme o número total de empregados.

A legislação também estabelece que a dispensa sem justa causa de trabalhador com deficiência ou beneficiário reabilitado, quando a empresa não tiver atingido a cota legal, somente pode ocorrer após a contratação de outro trabalhador em condição semelhante, de forma a garantir a manutenção do percentual exigido.

Os sindicatos orientam os trabalhadores demitidos a procurar suas entidades de representação para que os casos sejam avaliados e sejam adotadas as medidas cabíveis.

A continuidade das demissões reforça, para o movimento sindical, a necessidade de que o Santander interrompa os desligamentos e demonstre, na prática, disposição para negociar a preservação dos empregos durante a Campanha Nacional 2026.

Fonte: Contraf-CUT