Comando cobra da Fenaban mais cuidados para enfrentar segunda onda da Covid-19

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Representantes do Comando Nacional dos Bancá[email protected] e da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) se reuniram na sexta-feira (20/11), por videoconferência na Mesa Covid-19 para discutir novas medidas de segurança para uma eventual segunda onda de contágio da doença. O Comando cobrou que bancá[email protected] não retornem ao trabalho presencial agora, por conta da segunda onda. Os representantes da Fenaban disseram que vão orientar os bancos para suspenderem o retorno dos que estejam em teletrabalho. A Mesa também concluiu que é necessário realizar campanhas com o objetivo de reforçar os cuidados para evitar o contágio, como o uso de máscaras nos locais de trabalho.

“Tínhamos a preocupação nessa reunião de reverter algumas tendências como o retorno gradual de quem estava em teletrabalho para as agências e departamentos. Outro alerta é que alguns bancos já acenavam com o retorno de quem estivesse trabalhando em casa para o presencial a partir de janeiro. Também percebemos um afrouxamento nos protocolos. Tem casos de afastamentos de funcionários que estavam a apenas um metro do colega que foi contaminado. Os outros permaneciam trabalhando. Outra preocupação é com a ampliação do horário nas agências”, disse a presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro), Juvandia Moreira, ao abrir a reunião com a Fenaban.

Inicialmente, os representantes da Fenaban disseram que a orientação para suspender o retorno de quem estivesse em teletrabalho fosse feita até o final do ano. “Me preocupa que estamos em novembro e não creio que essa situação melhore no final do ano. O aumento do contágio não se encerra em dezembro, portanto precisamos discutir um prazo maior. Tem que planejar ações também para 2021. Senão, quando a situação se agravar, nas próximas semanas, teremos que fazer reuniões emergenciais no Natal”, alertou Juvandia.

A Fenaban pediu mais alguns dias para estudar a extensão para 2021 de novas medidas para enfrentar o aumento do contágio. “Além de um prazo maior, reforço a questão de alguns bancos reverterem a volta desses últimos três meses de vários trabalhadores aos locais de trabalho. Quando negociamos em março, vários bancos adaptaram seus setores em teletrabalho e deu certo”, afirmou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva.

A inclusão da categoria bancária entre as categorias prioritárias para receber a vacina contra a Covid-19 também foi discutida. “Vamos defender para que se dê prioridade na vacinação para os bancários, na lista do Ministério da Saúde. Afinal, também somos um setor de atendimento essencial”, defendeu a presidenta da Contraf-CUT.

Um dos pontos cobrados foi o uso dos equipamentos de proteção. “Temos que fazer uma forte campanha de conscientização para os cuidados. A pandemia não acabou. É grave o problema e todos têm que se cuidar”, disse o secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles. O Comando decidiu orientar os Sindicatos a fazerem campanhas de conscientização para o uso da máscara. A Fenaban se comprometeu a intensificar as campanhas.

Fonte: Contraf-CUT